Alguns dizem que a profissão de professor é como escravidão: trabalha-se muito, ganha-se uma miséria e o reconhecimento é praticamente nulo.
Em alguns aspectos, eu penso diferente. Reconheço as péssimas condições salariais da categoria. Entretanto, no meu caso, vivo diariamente a magia de ser educadora.
Fui abençoada com uma turminha de Educação Infantil encantadora. As pequenas atitudes deles me fascinam. Pode parecer bobagem para uma pessoa leiga, no entanto, ontem, fiquei observando meus alunos em duas atividades rotineiras e sem grandes proporções. Mesmo assim, consegui perceber muito aprendizado...
Enquanto recolhia as atividades dos alunos, uma conversa informal entre Luiz Eduardo, Thiago, Ronaldo e Atur me chamou a atenção. Eles, por iniciativa própria, tentavam descobrir a quantidade de letras "A" presente no nome da amiga Ana Karolyna. Luiz Eduardo contou, mas Ronaldo quis conferir...Chegaram a conclusão de que eram 4 e consideraram a quantidade elevada para apenas um nome. Foi o suficiente para me deixar satisfeita com o desenvolvimento dos meus caçulinhas. Alguns já começam a investigar naturalmente, levantar hipóteses, quantificar, descobrir. Isso é ótimo! Significa que a sementinha do saber está sendo plantada adequadamente.
Também observei como eles estão trabalhando e se divertindo em grupo de forma mais tranquila, organizada e feliz. Para crianças de 3 e 4 anos, que vivem o período do egocentrismo, podemos considerar essa convivência harmoniosa outra grande vitória.
Parabéns, turminha! Vocês me encantam e fazem minha profissão valer a pena.
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